Estado mantém média alarmante de assassinatos de mulheres e acende alerta para violência doméstica

Foto: Catarina Kasten, aos 31 anos, era estudante de pós-graduação na UFSC — Foto: UFSC/Divulgação
Santa Catarina registrou 52 casos de feminicídio em 2025, mantendo uma média preocupante de mortes de mulheres por violência de gênero no estado. Em 2026, os números já voltaram a crescer e reacendem o alerta das autoridades.
Levantamentos recentes mostram que, apenas nas primeiras semanas de 2026, oito mulheres já foram vítimas de feminicídio no estado, indicando um ritmo elevado de casos logo no início do ano.
Média segue alta e preocupa autoridades
Mesmo com pequenas variações ao longo dos anos, Santa Catarina mantém um padrão elevado de feminicídios:
- 57 casos em 2020
- 55 casos em 2021
- 57 casos em 2022
- 57 casos em 2023
- 51 casos em 2024
- 52 casos em 2025
Os dados mostram que o estado registra, em média, cerca de um feminicídio por semana, cenário que especialistas classificam como grave.
Crimes têm padrão semelhante
As investigações apontam que a maioria dos feminicídios ocorre em contextos de violência doméstica. Em grande parte dos casos:
- o agressor é companheiro ou ex-companheiro;
- há histórico de agressões anteriores;
- o crime acontece dentro da própria residência da vítima;
- o motivo está ligado à não aceitação do fim do relacionamento.
Em alguns casos recentes, inclusive, já existiam medidas protetivas em vigor, o que evidencia falhas na prevenção.
Início de 2026 já preocupa
Os primeiros meses de 2026 mostram uma tendência de alta. Em apenas 50 dias, o estado já registrava oito feminicídios, número que supera a média mensal dos anos anteriores.
A escalada reforça a preocupação de autoridades e entidades sobre a necessidade de políticas públicas mais eficazes no combate à violência contra a mulher.
Violência contra mulheres segue como desafio estrutural
Dados também indicam que milhares de mulheres buscam proteção todos os anos. Em 2025, por exemplo, houve mais de 31 mil pedidos de medidas protetivas em Santa Catarina, evidenciando a dimensão do problema.
Especialistas apontam que o feminicídio é a fase mais extrema de um ciclo de violência que, muitas vezes, começa com agressões psicológicas e físicas.
Debate sobre prevenção ganha força
Diante dos números, cresce a pressão por ações mais efetivas, como:
- ampliação de políticas de proteção às vítimas;
- monitoramento de agressores;
- fortalecimento da rede de apoio às mulheres;
- campanhas de conscientização.
Autoridades e movimentos sociais alertam que o combate ao feminicídio exige atuação integrada entre segurança pública, justiça e políticas sociais.

