Tema de pergunta do milhão em ‘Quem quer ser um milionário’, camisa 10 de Pelé em 1958 já salvou museu em Alagoas


Relíquia ficava exposta no Museu dos Esportes, em Maceió, que passou por uma séria crise financeira e acabou leiloando a peça em 2004, na Inglaterra. Camisa usada por Pelé em 1958 foi tema da pergunta do Milhão em ‘Quem quer ser um milionário’
Emanuelle Borba/GloboEsporte.com
A camisa usada por Pelé na final da Copa do Mundo de 1958, em Estocolmo, tema da pergunta que rendeu R$ 1 milhão à pernambucana Jullie Dutra no quadro “Quem quer ser um milionário?”, do Domingão com Huck, já ajudou a salvar um museu em Alagoas, onde a relíquia do futebol ficou exposta durante dez anos.
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Pelé ainda era um adolescente em seu primeiro Mundial, tinha 17 anos, e já vestia a camisa 10. O Brasil venceu a Suécia por 5 a 2, mas o rei do futebol não ficou com ela. Depois da final, deu a camisa azul como presente ao alagoano Dida, com quem disputou posição na Seleção de 58.
Dida deu a camisa ao irmão, Edson. Em 1993, a camisa 10 ganhou um novo dono, o historiador , Lauthenay Perdigão, que faleceu em 2021 e foi o fundador do museu que leva o nome de Dida (Edvaldo Alves de Santa Rosa). O museu, coincidentemente, fica localizado dentro do Estádio Rei Pelé, em Maceió.
A camisa ficou exposta no Museu dos Esportes por dez anos. Era a raridade e principal peça da coleção. O museu, no entanto, passou por uma séria crise financeira. Paredes mofadas, goteiras e o risco de perder todo o acervo.
Assim, a camisa de Pelé foi leiloada na famosa Christie’s, em Londres, em 2004. Em entrevista ao ge.com, no ano de 2019, o historiador contou que esperava usar todo o dinheiro arrecadado no leilão na reforma do museu. Mas as coisas não saíram como ele pensava.
Segundo Lauthenay, a camisa foi arrematada em leilão por 59 mil libras (US$ 105.600 mil, aproximadamente R$ 300 mil). A peça era especial, mas o valor recebido por ele foi bem abaixo do esperado.
Foto de arquivo mostra Lauthenay Perdigão, falecido em 2021, então diretor do Museu dos Esportes
Dárcio Monteiro/Gazeta de Alagoas
Apesar de todo o valor pago pela camisa de Pelé no leilão, foi preciso pagar o imposto de renda, pagar advogado para resolver questões burocráticas, pagar outro advogado para resolver o negócio com a casa de leilão, pagar o valor prometido ao irmão do Dida, em agradecimento por ter concordado em doar a camisa… no fim, sobraram R$ 52 mil.
Com esse valor, o então diretor do Museu dos Esportes bancou a reforma, comprou cadeiras para o auditório, comprou móveis que os cupins haviam estragado, arrumou uma infiltração e até uma máquina fotográfica. Tudo para melhor o museu.
O Museu dos Esportes foi reformado, e o acervo guardado por Lauthenay durante boa parte de sua vida segue em exposição ao público. O destino da camisa 10 de Pelé na Copa de 1958, no entanto, é desconhecido. Ela foi arrematada por um colecionador anônimo, que fez os lances por telefone.
Jullie Dutra é a primeira pessoa a vencer o “Quem quer ser um milionário”.
TV Globo/Reprodução
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