O ex-governador de Santa Catarina e atual prefeito de Camboriú, Leonel Pavan (PSD), fez duras críticas à possível candidatura de Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado pelo Estado. Em entrevista nesta semana, Pavan classificou a estratégia do Partido Liberal como uma “loucura”.
Para o político, a movimentação transforma Santa Catarina em um “balcão de negócios” durante o período eleitoral. “O Brasil não merece ser dividido entre esquerda e direita”, afirmou.
Segundo Pavan, a polarização ideológica prejudica o debate político e afasta soluções práticas para os problemas da população. “Quem ganha até R$ 5 mil, R$ 7 mil, quando começar a pagar Imposto de Renda, vai ser direita ou esquerda? Quem não é família? Quem não é pátria? Todo mundo é igual”, disse, em entrevista ao portal Catarina Notícias.
O prefeito de Camboriú também criticou os extremos políticos e afirmou que não deixaria de dialogar com líderes por razões ideológicas. “É uma ignorância enorme. Você acha que eu vou deixar de falar com Lula? Vou deixar de falar com o Tarcísio?”, questionou.
Pavan citou ainda o exemplo do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que integra o governo de São Paulo, comandado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), e ao mesmo tempo mantém apoio institucional ao governo Lula. “Não se pode dividir o brasileiro entre direita e esquerda sem sequer saber o que isso significa”, completou.
Rejeição entre eleitores catarinenses
Pesquisa realizada em dezembro de 2025 pelo Grupo ND, em parceria com a Neokemp, aponta que a maioria dos eleitores catarinenses é contrária à candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina. Segundo o levantamento, 60,5% afirmam que ele deveria concorrer pelo seu estado de origem.
No ano passado, o vereador do Rio de Janeiro renunciou ao mandato e transferiu o domicílio eleitoral para São José, na Grande Florianópolis.
Com as eleições de 2026 no horizonte, outros nomes já aparecem no cenário político estadual. Entre os cotados estão a deputada federal Caroline De Toni (PL), Esperidião Amin, o deputado federal Gilson Marques (NOVO) e, pela esquerda, Décio Lima (PT), apontado como principal nome do partido no Estado.



