
A demolição da Penitenciária de Florianópolis começou na última quinta-feira (4) com a retirada dos 25 contêineres que, por quase duas décadas, abrigaram mais de 200 pessoas privadas de liberdade no local.
Estima-se que o processo de desativação seja concluído até dezembro de 2026. A intenção é que depois da demolição total do Complexo, o espaço passe a parceiras com a iniciativa privada.
— Estamos recebendo diversas sugestões do que fazer aqui, enfim, para ter mais um ponto importante para a sociedade de Florianópolis e da grande Florianópolis poder utilizar — destacou o Governador Jorginho Mello.
Veja imagens da demolição










Como o complexo está atualmente
Atualmente a agronômica abriga 2.070 presos e vive uma nova etapa do processo de desativação. De acordo com o Governo Estadual, a demolição, além de eliminar definitivamente as estruturas antigas, simboliza o compromisso do Estado com uma política prisional mais humana, segura e alinhada às recomendações técnicas e judiciais.
A secretária Danielle destacou que a medida faz parte da desativação completa da Agronômica, já anunciada no início do ano, e integra o conjunto de investimentos aplicados para substituir estruturas antigas por unidades modernas e adequadas.
— É uma área que não era boa para o preso e muito menos para a segurança dessa unidade prisional. Agora a gente consolida, desativando para concretizar que quando a gente tira o preso, não retorna mais nenhum preso para aquela área. Então aqui começa com a desativação aonde eram os contêineres e depois, de forma gradual, conforme as obras das novas unidades forem ficando prontas, a gente vai transferindo os presos e desativando cada ala dessa unidade prisional. O complexo da agronômica será desativado, é importante para a sociedade, mas mais ainda ela é importante para o sistema prisional, pois são unidades que já não atendem mais os padrões de segurança e os padrões de reintegração social — resumiu a secretária.


