Mulher que teve lábio ‘comido’ fala pela 1ª vez

Uma jovem de 23 anos, identificada como Isabelly, foi violentamente agredida por uma colega de trabalho em Osasco, na Grande São Paulo, e teve parte do lábio inferior arrancada. O ataque aconteceu fora do supermercado onde ambas trabalham e ocorreu após uma saída de bar depois do expediente.

Segundo relatos da vítima, os conflitos com a agressora, identificada como Larissa, começaram logo após sua chegada ao supermercado, há cerca de cinco meses. Isabelly afirma que sofreu provocações, intimidações e ameaças desde então, mas o episódio mais grave ocorreu na última saída social.

De acordo com Isabelly, a briga teve início quando ela avisou que estava indo embora e que um rapaz a buscaria. Enfurecida, Larissa teria iniciado a agressão física, que culminou na mordida que arrancou parte do lábio da jovem. Isabelly precisou ser levada ao hospital, onde recebeu suturas para tratar o ferimento.

O caso foi registrado em boletim de ocorrência e está sendo investigado pela Polícia Civil. Até o momento, o supermercado não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido.

Em depoimento à polícia, Larissa tentou minimizar a situação e afirmou que a briga foi mútua.

“Depois do serviço, resolvemos sair em uma balada. A Isabelly tinha brigado com um menino que trabalha no mercado, eu mandei mensagem para ele ir lá e se acertarem. Ele ficou um tempo e depois foi embora, a Isabelly estava dando em cima dele”, disse.

A agressora ainda declarou que os olhares de outros homens teriam contribuído para a confusão:

“Uns meninos estavam me olhando, mas a Isabelly tinha gostado do menino. Esse menino pediu meu WhatsApp. Lá fora, ela atravessou a rua e me deu um tapa. Lá, as duas se agrediram, foi algo mútuo, as duas se agrediram.”

Larissa afirmou também que se sente injustiçada com a repercussão do caso: “Eu que deveria ter medo, sei como ela é com a família dela. Quem deveria ter medo sou eu. Tudo que ela falou é mentira. Para mim é paz, cada uma no seu canto.”

O caso gerou indignação, principalmente pelo fato de a agressora continuar trabalhando no mesmo local que a vítima, aumentando a preocupação quanto à segurança de Isabelly e ao ambiente de trabalho. A investigação da Polícia Civil deve apurar a dinâmica do ataque e avaliar possíveis medidas legais contra a agressora.

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