O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou que se reunirá com o chefe de Estado dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a Assembleia Geral da ONU, que ocorre nesta semana, em Nova York. O encontro acontece num momento de agravamento do conflito com a Rússia, marcado por um dos maiores ataques aéreos desde o início da guerra, em 2022.
Na madrugada do último sábado (20), Moscou lançou 40 mísseis e 580 drones contra cidades ucranianas. Segundo o próprio Zelensky, ao menos três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.
Horas depois, o Exército ucraniano revidou com drones sobre a região de Samara, território russo, causando a morte de quatro pessoas, de acordo com autoridades locais.
Trump tenta intervir na guerra
Desde que iniciou o novo mandato, no começo do ano, Donald Trump tem buscado se posicionar como mediador no conflito, reiterando a promessa feita durante sua campanha eleitoral: dar fim à guerra entre Rússia e Ucrânia. Apesar das tentativas, o Kremlin mantém postura rígida e recusa-se a negociar termos que envolvam concessões territoriais, ponto considerado inegociável por Moscou.
A proposta de uma reunião direta entre Vladimir Putin e Zelensky chegou a ser articulada por Kiev e Washington, mas foi rejeitada pelo governo russo. A falta de abertura do Kremlin compromete o avanço de qualquer negociação multilateral.
Relação entre Trump e Putin sofre desgaste
Aliados históricos, Trump e Putin têm protagonizado episódios de distanciamento nos últimos meses. O presidente americano ameaçou impor novas sanções econômicas à Rússia caso o país continue obstruindo diálogos de cessar-fogo.

