O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, divulgou nesta quinta-feira (18) os nomes de dois suspeitos de participação no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto em uma emboscada na Baixada Santista. O crime ocorreu na última segunda-feira (15), após Fontes deixar a prefeitura de Praia Grande, onde atuava como secretário.
Felipe Avelino, conhecido como Mascherano, é um dos suspeitos
O que disse Derrite?
Guilherme Derrite afirmou que não há dúvidas sobre o envolvimento do crime organizado na execução, embora a motivação exata ainda seja investigada. Duas hipóteses principais estão sendo apuradas:
- A de que o ex-delegado foi morto pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) devido ao seu histórico de combate à facção. Ruy Ferraz Fontes foi um dos pioneiros na investigação do PCC e foi responsável pela prisão de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, uma das principais lideranças do grupo.
- A de que o assassinato tenha sido motivado por desafetos ligados ao seu trabalho como secretário de Administração de Praia Grande.
Os suspeitos, Felipe Avelino da Silva, o “Masquerano”, e Flávio Henrique Ferreira de Souza, de 24 anos, são alvos de mandados de prisão e estão foragidos. De acordo com Derrite, eles foram identificados por meio de material genético encontrado em um dos carros abandonados pelos criminosos. A polícia, no entanto, ainda não sabe qual a participação de cada um no assassinato. “Ainda é cedo para apontar qual o papel deles no crime”, disse o secretário.
Além dos dois suspeitos, uma mulher de 25 anos, Dahesly Oliveira Pires, foi presa por suspeita de ter participado da logística do crime. Ela teria ido de carro de aplicativo até o litoral para buscar um pacote, que, segundo a polícia, continha um dos fuzis utilizados na emboscada. Em seu depoimento, ela alegou não saber o conteúdo do pacote.



