Policiais penais cobram melhores condições de trabalho e valorização da categoria durante protesto no AC


Policiais penais do AC fazem manifestação e pedem melhorias nas condições de trabalho
Policiais penais protestaram na manhã desta terça-feira (9) em frente à Assembleia Legislativa do Acre, em Rio Branco, por melhores condições de trabalho, mais valorização da categoria e mudanças no plano de cargos e salários.
Durante o protesto, os servidores também falaram sobre problemas de saúde e reclamaram da falta de assistência adequada.
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“Estamos adoecendo e não recebemos nenhum suporte. Foi prometida uma clínica para os servidores, mas até agora nada saiu do papel. Por isso que tem detentos fugindo no interior”, relatou José Janes, policial penal e secretário da Federação do Servidores Públicos do Acre.
O grupo fez uma manifestação em frente à Aleac e depois entraram para participar da sessão desta terça.
O g1 entrou em contato com o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) e aguarda retorno.
Policiais penais do AC fazem manifestação e cobram melhorias
Jhenyfer de Souza/g1 Acre
Convocação
Ainda durante o protesto, Janes contou que cerca de 300 pessoas terminaram o curso de formação, mas ainda não foram chamadas. Ele disse que muitos deixaram seus empregos para fazer o curso e agora estão sem trabalho.
“Essas pessoas se formaram com os melhores profissionais do Iapen, da PM e do Corpo de Bombeiros, mas até agora não existe planejamento para nomeação. Muitos deixaram seus trabalhos para fazer o curso e hoje estão sem emprego, passando dificuldade. É preciso respeito com esses trabalhadores”, disse.
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Em fevereiro, a Secretaria de Administração (Sead) e o Iapen-AC convocaram de 300 candidatos ao cargo de agente de polícia penal para o curso de formação.
Já em julho, o governo formou 308 policiais penais em um evento em Rio Branco.
O presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Acre (Sindpol), Leandro Rocha, diz que a categoria sofre com desvalorização salarial.
“O governo prometeu valorização salarial em campanha, mas até hoje não cumpriu. Cadê nosso PCCR? Cadê o descongelamento da titulação? O efetivo é reduzido, a categoria está cansada, adoece e nada é feito. É um descaso total”, afirmou.
Os policiais também criticam a paralisação de atividades voltadas à ressocialização de presos, como o polo moveleiro, que, segundo eles, está interrompido por falta de agentes suficientes para a escolta interna.
A categoria também quer que o governo do Acre abra diálogo para avançar nas propostas de valorização e melhorias no sistema penitenciário.
VÍDEOS: g1
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