Justiça do Rio mantém prisão de suspeito de matar argentina em Búzios: ‘extrema gravidade’, diz juíza


Florencia Aranguren, de 31 anos, estava morando na cidade havia apenas três dias. Ela foi atacada na manhã de quarta-feira (6), enquanto passeava com seu cachorro na região da praia de José Gonçalves. O suspeito foi preso após o cão da vítima reagir contra ele ao vê-lo na cena do crime. Carlos José de França suspeito de matar a argentina
Reprodução
A Justiça do Rio converteu, na tarde deste sábado (9), em preventiva a prisão do suspeito de assassinar a argentina Florencia Aranguren, de 31 anos, na última quarta-feira (6). A decisão é da juíza Danielle Lima Pires Barbosa, da Central de Audiência de Custódia.
De acordo com a magistrada, a conduta de Carlos José de França “se reveste de extrema gravidade, tendo em vista a violência empregada nas agressões, que ceifaram a vida da vítima.”
E completou:
“Não se pode ignorar que o crime foi praticado com arma branca de alto potencial lesivo. Assim, evidente a necessidade da conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva do custodiado como medida de garantia da ordem pública.”
Florencia foi atacada a facadas em uma trilha da praia de José Gonçalves, em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Carlos José foi preso em flagrante pela Polícia Militar.
Durante a manhã, o corpo de Florencia foi cremado no Cemitério Memorial do Rio, em Cordovil, na Zona Norte da capital. As cinzas serão levadas para a Argentina.
A irmã, Mariana Aranguren, e o cunhado da estrangeira estiveram no crematório para se despedir de Florência. Eles aguardam as cinzas. O cão que estava com a mulher no dia do crime também esteve no cemitério.
No dia do crime, Florencia estava acompanhada de seu cachorro inseparável, Tronco, enquanto passeava pela região. Uma câmera de segurança flagrou os dois às 7h05 em uma rua pouco movimentada, momentos antes do ataque.
Às 7h28, a mesma câmera gravou um homem de camisa cinza e boné branco, em uma bicicleta, passando pelo local.
Por volta das 8h, um morador que passava pela trilha de acesso à praia de José Gonçalves viu o corpo da vítima no meio do caminho. O morador acionou a Guarda Municipal imediatamente.
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Cão ‘denuncia’ suspeito
Cachorro foi encontrado sujo de sangue ao lado de argentina encontrada morta em trilha para praia em Búzios
Arquivo pessoal
Ao lado do corpo de Florencia, foi encontrado o seu cachorro, sentado, ainda preso à coleira. Pouco depois, a Polícia Militar chegou ao local e deu início ao trabalho de investigação para localizar o suspeito.
Os PMs encontraram uma bicicleta no mato, próximo do local do crime. As investigações indicaram que o homem havia pulado o muro de um condomínio da região. Ele foi encontrado no local se lavando, possivelmente tentando retirar as manchas de sangue do corpo.
De acordo com a polícia, ele havia se desfeito da camisa que estava usando e foi possível constatar marcas de sangue em sua cueca.
Ao ser detido, o suspeito foi levado até o local do crime, e, chegando lá, o cachorro da vítima reagiu, imediatamente, contra ele. A situação chamou atenção dos policiais, já que o animal não havia avançado em ninguém que estava por perto, antes do homem aparecer.
Naquele momento, os policiais fizeram uma nova revista no suspeito e identificaram arranhões, marcas de luta corporal e novas marca de sangue.
O homem, identificado como Carlos José de França, foi preso em flagrante pelo homicídio.
Suspeito do crime passa de bicicleta pelo mesmo trajeto da argentina que passeava com o cachorro 23 minutos depois no bairro José Gonçalves, em Búzios
Imagens cedidas por Folha de Búzios
Mudança para Búzios
De acordo com as informações divulgadas pela Guarda Municipal de Búzios, Florencia Aranguren havia se mudado para a cidade litorânea há apenas três dias. Ela morava com seu cachorro Tronco, que tem 10 anos de vida.
Uma amiga da acrobata na região foi a responsável por reconhecer o corpo da vítima no Instituto Médic-Legal (IML) de Cabo Frio. No local, ela disse ao g1 que Florencia não tinha parentes na cidade.
A irmã de Florencia, Mariana Aranguren, veio de Buenos Aires para ajudar na liberação de documentos e para conseguir a autorização da Justiça para poder cremar o corpo da vítima.
Mariana disse ainda que todos da família estão muito atentos ao processo legal, para que a justiça seja feita e o assassino cumpra a pena.
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