Após morte de menina em Cacique Doble, governo federal e indígenas assinam termo para pôr fim a conflito


Paola Rodrigues, de 13 anos, teve a casa invadida e foi morta a tiros. Polícia Federal suspeita que disputa pela liderança da reserva foi a motivação para o crime. Nos últimos meses, casas foram incendiadas e pessoas foram baleadas no local. Moradores de reserva indígena em Cacique Doble
RBS TV/Reprodução
O governo federal e representantes de dois grupos indígenas que estão em conflito na reserva de Cacique Doble, no Norte do Rio Grande do Sul, assinaram um termo de compromisso na segunda-feira (11) para pôr fim à onda de violência que atinge a região. Nos últimos meses, uma menina de 13 anos foi assassinada, pessoas foram baleadas e casas incendiadas.
O Ministério dos Povos Indígenas esteve na reserva para conversar com os dois grupos que disputam a liderança do local depois da morte de Paola Rodrigues, de 13 anos, assassinada por pessoas que invadiram a sua casa no dia 4 deste mês.
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A Polícia Federal (PF) aponta a disputa como a motivação para o crime. Até esta terça-feira (12), ninguém havia sido preso por suspeita de envolvimento no assassinato.
Na segunda-feira, a equipe do ministério esteve na sede da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em Passo Fundo, a 111 km de Cacique Doble, onde foi assinado o termo. Estavam presentes representantes dos dois grupos, além da prefeitura e Câmara de Vereadores da cidade.
Foram propostas medidas para garantir a segurança de quem reside na reserva. Entre as medidas, está previsto um reforço na segurança do local, com o aumento do efetivo da Força Nacional, que está na região.
Paola Rodrigues, menina morta durante conflito indígena em Cacique Doble
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