Quadrilha que ostentava carrões e movimentou R$ 700 milhões com tráfico de drogas tinha divisão clara de núcleos, diz PF


Para disfarçar ilegalidade do lucro obtido principalmente a partir da comercialização de cocaína, criminosos usavam carros de luxo e empresas de fachada. Líderes atuavam de Ribeirão Preto (SP) para diversos estados do Brasil. Operação Alcateia: Presos em Ribeirão Preto movimentaram R$ 700 milhões com drogas
Investigações da Polícia Federal mostram que a quadrilha de Ribeirão Preto (SP), suspeita de movimentar cerca de R$ 700 milhões com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em cinco anos, tinha um modo de agir bem definido, com divisões claras de núcleos e atribuições.
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Relógios e carros de luxo, dinheiro, armas e drogas foram apreendidos em operação em Ribeirão Preto, SP
Divulgação
De acordo com a PF, havia três frentes de atuação (veja mais abaixo):
Núcleo Central;
Compradores e distribuidores de drogas;
Núcleo Financeiro.
Para disfarçar a ilegalidade do lucro com a venda das drogas, obtido principalmente a partir da comercialização de cocaína, os criminosos usavam carros de luxo e empresas de fachada.
Parte dos envolvidos no esquema foi alvo de uma operação na manhã desta terça-feira (12), quando agentes cumpriram 26 mandados de prisão e 39 de busca e apreensão.
Droga apreendida durante operação da PF em Ribeirão Preto, SP
Divulgação
A PF identificou 59 integrantes da quadrilha, sendo que os líderes atuam em Ribeirão Preto e mantêm contatos com outros investigados em, pelo menos, seis estados.
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Carros de luxo foram apreendidos durante operação da Polícia Federal de Ribeirão Preto contra o tráfico de drogas
Polícia Federal
Como funcionava cada núcleo
O esquema era dividido em três frentes e envolvia parentes de criminosos e donos de empresas, que funcionavam como fachada.
Carros luxuosos apreendidos durante operação ‘Alcateia’ em Ribeirão Preto, SP
Foto: Divulgação
O Núcleo Central era formado por, pelo menos, sete pessoas. Dele, fazem parte:
Hendrix Dior Loreilhe, conhecido como Nenê ou Gordão, que já foi preso anteriormente por tráfico de drogas
Brenda Pereira da Silva, mulher de Fábio Henrique Gomes de Souza, conhecido como Lobinho, preso desde 2014, também por tráfico de drogas
Dos compradores e distribuidores de drogas, fazem parte, pelo menos 20 pessoas:
12 de Ribeirão Preto
2 de Serrana (SP)
1 de Catanduva (SP)
1 de Passos (MG)
1 de São Sebastião do Paraíso (MG)
1 do Rio de Janeiro (RJ)
Mais duas pessoas ligadas a este grupo, segundo a PF, ainda são responsáveis pelo desvio de vendas de produtos químicos usados no preparo das drogas, tanto para potencializar efeitos quanto aumentar o volume. As investigações apontam que elas utilizavam as substâncias tetracaína, cafeína e adrenalina.
O Núcleo Financeiro cuidava, especificamente, da movimentação dos lucros provenientes do tráfico de drogas e usava contas de terceiros para dificultar o rastreamento do dinheiro, de origem ilícita.
Além de Brenda, que também atuava neste núcleo, outras 12 pessoas também faziam parte dele. Entre os envolvidos, estão pessoas que utilizavam as próprias empresas no esquema e até parentes de Hendrix.
Polícia Federal e o Gaeco deflagraram operação contra quadrilha suspeita de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
Polícia Federal
A operação
Agentes da Polícia Federal e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Ribeirão Preto deram cumprimento a 26 mandados de prisão e 39 de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (12).
Carros de luxo, drogas, relógios, armas e quantias em dinheiro estão entre as apreensões. Até a publicação desta reportagem, os locais das ações não haviam sido detalhados.
Segundo a PF, as investigações identificaram 59 integrantes da quadrilha, sendo que os líderes do grupo atuavam em Ribeirão Preto e mantinham contatos com outros criminosos de pelo menos seis estados.
Relógios apreendidos em operação contra quadrilha suspeita de tráfico de drogas em Ribeirão Preto
Polícia Federal
Ainda de acordo com a Polícia Federal, a maior parte da quantia em dinheiro movimentada é resultado da venda de cocaína.
A operação, chamada de ‘Alcateia’, também resultou, além das prisões e buscas, na apreensão de propriedades, veículos e ativos financeiros registrados em nome dos suspeitos, das empresas deles e de terceiros utilizados como intermediários para lavar o dinheiro.
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