Onda de calor: temperatura sobe no DF e pode chegar a 35°C


Previsão do Inmet é de calor até 19 de dezembro. Apesar de pancadas pontuais, falta de chuva contínua preocupa meteorologistas. Seca, calor, Cerrado, sol, Distrito Federal
Joelson Maia /TV Globo
Calor e muito sol voltam a fazer parte da paisagem do DF. Entre quarta-feira (14) e terça (19) a temperatura pode chegar aos 35°C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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No entanto, nos dois primeiros dias desta semana, chuvas pontuais são esperadas. Mas elas diminuem com a chegada da onda de calor, alerta o meteorologista Olívio Bahia 🌡️.
“Os próximos dias devem ser quentes, bater 34°C ou 35°C e se aproximar do recorde de temperatura”, diz Olívio Bahia, meteorologista do Inmet.
A nova onda de calor deve fazer subir a temperatura em pelo menos oito estados do Brasil: Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, sul do Mato Grosso, norte de São Paulo, grande parte de Minas Gerais, sul do Tocantins e oeste da Bahia 🔥.
O fenômeno acontece quando há uma temperatura cinco graus acima da média por um período de mais de cinco dias. Esta é a quinta onda de calor consecutiva no país que já registrou o fenômeno em agosto, setembro, outubro e novembro – agora, as temperaturas elevadas ocorrem até próximo da chegada do verão, em 22 de dezembro.
E a chuva?
Mesmo com chuvas pontuais nesta segunda-feira (11) e pancadas previstas para a terça-feira (12), a preocupação é com a falta de continuidade da chuva.
“A falta de chuva vem prejudicando alguns setores da sociedade como agricultura, geração de energia e abastecimento”, diz Olívio Bahia.
Até esta segunda-feira (11), o DF está abaixo da média de chuvas esperada para o mês de dezembro. Segundo Bahia, era para ter chovido ao menos 33% do esperado para o mês, mas o maior índice foi de 25%, registrado em Águas Emendadas.
No Gama, choveu apenas 6% do esperado até esta segunda-feira (confira na tabela abaixo).
Segundo o meteorologista, em dezembro, o nível dos reservatórios deveria estar subindo, o que não é o caso de 2023. Até esta segunda-feira, o volume de água do Descoberto é de 57,5% e o de Santa Maria é de 42,7%, segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (Ana).
Em comparação ao ano de 2022, o volume de água do Descoberto se manteve (56%), mas em Santa Maria, houve uma queda em 31%, já que em 2022, o registro do volume era de 73,7%.
“Esse primeiro trimestre do período chuvoso estamos com chuva abaixo do normal […] A gente está chegando em um nível baixo, lembrando que o período chuvoso termina em abril, a partir de maio o período é de seca”, diz Olívio Bahia.
A partir do dia 19 de dezembro, é esperada uma volta das chuvas fortes e contínuas. “Desde que iniciou o período chuvoso, é a primeira vez que aparece um momento bom pra chuva, sinal parece bom”, afirma Olívio Bahia.
2023 em ebulição
Entenda o que é onda de calor
O mês de novembro terminou como o sexto mês consecutivo de recordes de calor na Terra.
Desde junho, temos registrado um mês mais quente a cada novo período. E, por causa disso, os cientistas já confirmam que este ano deve terminar como o mais quente da história.
Recordes quebrados este ano:
Primeiro, o planeta registrou o mês de junho mais quente da história.
Depois, a marca foi sendo quebrada a cada novo mês: julho, agosto, setembro, outubro e agora novembro.
Além disso, o número de dias que ultrapassou o limiar de aquecimento politicamente significativo de 1,5ºC já atingiu um novo máximo, muito antes do final do ano.
E, para piorar, pela 1ª vez, o mundo registrou um dia com a temperatura média global 2°C acima da era pré-industrial.
Fora tudo isso, julho foi tão quente que pode ter sido o mês mais quente em 120 mil anos, enquanto as temperaturas médias de setembro quebraram o recorde anterior em 0,5°C.
Segundo os especialistas, isso é resultado das mudanças climáticas. Os recordes mostram uma alta nas temperaturas e que se somam aos eventos climáticos naturais, como a onda de calor.
“O aquecimento global está mexendo com tudo e bagunça qualquer tipo de evento. Estamos tendo eventos mais extremos e mais frequentes”, afirma Fábio Luengo, meteorologista da Climatempo.
Os dados mostram que, década após década, aumentou o total de dias do ano sob efeito de ondas de calor. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), até os anos 1990, eram sete dias em média. Os dados mais recentes indicam mais de 50 dias de calor atípico em média por ano.
De 1961 a 1990: 7 dias
1991 e 2000: 20 dias
De 2001 a 2010: 40 dias
2011 e 2020: 52 dias
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