Zinho, maior chefe das milícias do RJ, passa por audiência de custódia


Por motivo de segurança, Luiz Antônio da Silva Braga foi ouvido por videoconferência. Zinho, maior chefe das milícias do RJ, passa por audiência de custódia
O chefe da maior milícia do Rio de Janeiro passou nesta terça-feira (26) por audiência de custódia num presídio de segurança máxima. Por motivo de segurança, Luiz Antônio da Silva Braga foi ouvido por videoconferência.
A Polícia Militar informou que quatro batalhões reforçaram nesta terça (26) a segurança na Zona Oeste do Rio, após a prisão de Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho. Uma medida para evitar confrontos entre as facções que disputam territórios nas áreas controladas pela milícia.
Pela manhã, o Globocop sobrevoou bairros da Zona Oeste, como Santa Cruz e Campo Grande, e não identificou nenhuma viatura.
Mais tarde, a PM enviou vídeos e fotografias que mostram a atuação de patrulhas na região. A Polícia Civil divulgou a imagem de quatro fuzis apreendidos com um suspeito de integrar a milícia. Desde domingo, Zinho está na penitenciária de segurança máxima Bangu I.
O chefe da maior milícia do Rio participou nesta terça (26),à tarde da audiência de custódia feita por videoconferência.
A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio alegou que se o preso fosse transferido para a central de audiências, para ser ouvido na presença do juiz, haveria risco à segurança de todos os envolvidos na operação.
Zinho, maior chefe das milícias do RJ, passa por audiência de custódia
Reprodução/TV Globo
Mesmo dentro do presídio, Zinho permaneceu o tempo todo algemado na audiência. O interrogatório foi filmado, mas a gravação está sob sigilo.
Respondendo a uma pergunta de rotina, o miliciano disse que não sofreu qualquer tipo de violência quando foi detido.
Após a audiência, o juiz Diego Fernandes Santos emitiu um despacho informando que os 12 mandados de prisão expedidos contra Zinho estão dentro do prazo de validade.
Ele voltou pra uma ala exclusiva para milicianos, onde está isolado. A cela com quase 6 m², com uma cama e banheiro. Por enquanto, ele não tem banho de sol para não ter contato com outros presos.
Zinho estava foragido desde 2018 e decidiu se entregar, segundo investigadores, por medo de morrer. Dois irmãos dele que chefiaram a mesma milícia foram mortos nos últimos anos em confrontos com a Polícia Civil.
Esse mês, operações da Polícia Federal e do Ministério Público aumentaram o cerco aos integrantes da milícia. Ele é acusado dos crimes de extorsão, roubo, de pagar propina a policiais e de homicídios.
Quando se entregou no domingo, Zinho estava há quase dois dois anos e meio chefiando a milícia. Tempo suficiente para espalhar o terror numa guerra por território com outros grupos de milicianos e traficantes.
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